Itinerários tenta promover uma espiritualidade incarnada, situada na encruzilhada da Religião, da Razão, da Cultura e da Ética.

Itinerários é uma das vozes possíveis de um cristianismo reformado e pluralista, que promove uma cultura do diálogo e do encontro.

Hans Küng, um gigante da teologia ecuménica

Faleceu no dia 6 de abril um dos teólogos mais marcantes da teologia cristã das últimas décadas.

Hans Küng (1928-2021), amplamente conhecido pela sua crítica incisiva do catolicismo institucional, definia-se a si próprio como um amante da liberdade, firme e obstinado, na linha de Guilherme Tell, figura totémica do povo suíço de que o grande teólogo era originário.

Queremos sublinhar aqui a sua importantissima contribuição para a elaboração de uma teologia cristã autênticamente ecuménica, aberta ao diálogo inter-religioso, assim como o seu empenhamento a favor de uma ética planetária.

Leia o artigo de Joel Lourenço Pinto

Foto © Direitos Reservados

“Jesus Cristo, o caminho e a verdade que fez viver o teólogo Hans Küng”

de António Marujo

Com a publicação deste artigo inicia-se uma colaboração, que desejamos frutuosa e duradora, entre ITINERÁRIOS e o jornal digital 7 MARGENS de que António Marujo é diretor e que, tal como nós, deseja “estar atento à busca de sentido, à inquietação espiritual e à dimensão religiosa nas sociedades contemporâneas “ (Estatuto Editorial). Regozijamo-nos muito especialmente que a nossa colaboração comece no momento em que homenageamos esta figura ímpar da teologia ecuménica contemporânea que foi o teólogo suíço-alemão Hans Küng.

Leia o artigo de António Marujo

RELIGIÃO E VIOLÊNCIA

um elo surpreendente

Uma reflexão pascal de Joel L. Pinto

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CRIAR OU REVELAR CONFLITOS ?

Uma meditação de Alain Schwaar

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O Êxodo truncado da Bíblia dos escravos:

“Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, da casa da servidão.”  (Êxodo 20: 2

Os descendentes dos escravos negros ainda estão a lutar pelo texto completo do livro do Êxodo, que lhes foi censurado na “Bíblia dos Escravos” de 1807  – e a fazer frente aos derrotados na guerra civil do séc. XIX´.

Artigo de Silas Oliveira

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Será que a civilização ocidental vai ser a primeira na história a responder à interrogação sobre o sentido da vida com um “não sei” desapegado ou distraído? 

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Enquanto israelitas e palestinianos têm cada vez menos a oportunidade de se encontrarem, de maneira construtiva, há quem acredite que a coexistência é possível

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ECOLOGIA E RELIGIÕES

Comos cidadãos do mundo, precisamos de um fundamento ético e espiritual que nos ajude a respeitar e a cuidar da vida.

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O primeiro convidado da Olga Brito e Abreu, no itinerário Ecologia e Religiões, é o Teólogo protestante A. J. Dimas Almeida, Pastor da Igreja Presbiteriana, que, naquela noite de Maio de 1990, na sua comunicação “Habitar a Criação” ao grupo do Centro de Reflexão Cristã, apresentou a doxologia do Deus criador, interpelada pela escatologia do drama, abordando assim a crise ecológica.

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Este discurso foi há 31 anos… mas podia ter sido hoje!

Apesar de haver muitos fatores que justificam porque é que a crise ecológica permanece e se agudizou, acredito que a dificuldade em desfazer interpretações enviesadas da doutrina cristã da criação, especialmente do mito bíblico das origens, é um dos fatores que continua a nutrir a perspetiva antropocêntrica do domínio do homem sobre a natureza. Identificar os principais enviesamentos que estão subjacentes às interpretações judaico-cristãs, que têm levado à formação de crenças primitivas enviesadas acerca do ambiente (worldviews) é assim urgente. Enquanto historiador e exegeta, Dimas Almeida afirma ser esta uma exegese extremamente contestável, porque dominar a natureza não queria então dizer a mesma coisa que hoje, explicando-nos o verdadeiro sentido das palavras quando contextualizadas no espaço, no tempo, na cultura e na sociedade. Além de desfazer este “enviesamento fundamental das crenças primitivas acerca do ambiente”, identifica ainda outros que têm implicações numa teologia ecológica, tais como a dualização da imanência e da transcendência e a espiritualização da salvação (remover do salvífico aquilo que é material, ou assumir que a salvação é do “Homem-na-Natureza”, no seu todo).

Infelizmente nem sempre as interpretações ecoteológicas chegam aos cristãos, ou os cristãos às interpretações ecoteológicas. Não consigo perceber porquê, mas suspeito que a obra dos teólogos seja vista como um domínio que não é para os leigos. Puro preconceito. A teologia é para todos. Não é preciso ser um exímio atleta para ir ao ginásio. Ler os textos bíblicos é fundamental, mas compreendê-los através das suas interpretações teológicas, recorrendo a fontes credíveis, é ainda mais.

Desfazer potenciais enviesamentos de interpretação da doutrina cristã é destruir a hegemonia de representações sociais acera da natureza e do ambiente que têm contribuído para a crise ecológica em que nos encontramos. É quase missão de cada um de nós, mas principalmente dos cristãos e dos ambientalistas conhecer o verdadeiro sentido das passagens bíblicas que afasta a crença de que a cultura judaico-cristã legitima comportamentos destrutivos em relação ao ambiente. O conhecimento de boa exegese fornece-nos ótimos argumentos para incutir a responsabilidade do cuidar. Este maravilhoso texto de Dimas Almeida é puro ativismo ambiental.

Olga Brito e Abreu

Valerá a pena vivermos? Valerá a pena comprometermo-nos para restituir a esperança? Valerá a pena lutarmos por uma sociedade mais inclusiva e mais justa?

Veja estudo bíblico de Joel Lourenço Pinto sobre Isaías 8:21 a 9:6

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A Teologia da Libertação apela para a superação de condições económicas, políticas e sociais injustas. É uma redescoberta da respiração dos profetas.

Alain Schwaar compartilha connosco a sua leitura de Rubem Alves, teólogo da libertação.

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Reserve alguns momentos para respirar profundamente e concentrar-se no aqui e no agora, e para se conectar à sua própria interioridade, ao Mistério e a Deus, se for crente.

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PIB ou FIB ? Uma reflexão de Leonardo Boff sobre a Felicidade Interna Bruta.

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Como entender a sobrevalorização do corpo  na cultura atual? Será possível abordar o tema da corporalidade sem preconceitos?

Reflexão de Joel Lourenço Pinto

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Poderá a minha interioridade irrigar a minha vida social?

Reflexão de Lytta Basset

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Cânticos e melodias intemporais…

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This Post Has 2 Comments

  1. Célide Cruz

    Muito honrada com o convite para participar/viajar no seu blog “Itinerários”, obrigada!
    Há muito que ansiava por um espaço de reflexão como este.

    Desejo, de coração, sucesso nesta plataforma de temas tão essenciais como Religião, Razão, Cultura e Ética.
    Que Deus o abençoe na promoção deste diálogo!

  2. Bispo Jorge Pina Cabral

    Parabéns pelo Itinerários, espaço novo e diferente no panorama religioso.

    Santa Páscoa !

    + Jorge

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